O síndrome de Irlen – I

Inicialmente descrito pela psicóloga Helen Irlen em 1983, o síndrome de Irlen (S.I.) ou síndrome da sensibilidade escotópica define-se como uma alteração visuopercetual causada por um desiquilíbrio da capacidade de adaptação à luz que produz alterações no córtex visual e dificuldades na leitura (1). Como tal, o S.I. não é considerado como um problema ótico mas sim uma “dificuldade” do cérebro em processar a informação visual.

A S.I. atinge cerca de 12-14% da população e a sua prevalência é maior do que a dislexia (estimada em cerca 3-6% da população) (2). Estudos recentes revelam que existe uma maior prevalência do síndrome quando associado a défices de atenção (TDAH)  e dislexia (33 a 46% dos casos)(1).

A sintomatologia é variada e que pode não estar presente da mesma forma em todos os pacientes. Daí ser difícil a detecção do síndrome através de consultas médicas de rotina.

A fotofobia é um sintoma comum. O portador de S.I. queixa-se frequentemente de sensibilidade à luz, mesmo em ambientes  interiores ou à noite. A luz do sol, luzes fluorescentes, luzes pontuais fortes ou encadeamentos podem desencadear  no individuo  estados de irritabilidade, mudança de humor e dores de cabeça. Em muitos casos há o hábito de uso constante de óculos de sol.

As distorções visuais e o encadeamento provocado pelas folhas brancas ou ecrãs de computador, tornam a leitura uma tarefa bastante difícil. Portanto, a criança portadora de S.I. poderá apresentar um baixo rendimento escolar, dificuldades em manter a atenção e desmotivação face às tarefas escolares.

No seu artigo “Síndrome de Irlen” a Dra. Márcia Guimarães descreve as cinco alterações visuais que poderão estar presentes durante o processo de leitura: Problemas na resolução viso-espacial, restrição de alcance focal, dificuldades na manutenção do foco, astenopia e problemas na percepção da profundidade.

Veja o vídeo!

Os portadores de S.I. não têm consciência destas distorções pois sempre as
perceberam como “normalidade” – Daí a sua frustração e desinteresse por tarefas
que aos demais é prazerosa e natural (2).

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